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Irmão gêmeo é clone?

Por que pouquíssimos profissionais no Brasil realizam o tratamento com as vacinas - Imunização com Linfócitos?

Existem pesquisas científicas atestando a validade do tratamento? Ou por enquanto os únicos dados existentes se baseiam na observação das pacientes?

Alguns profissionais desconhecem o tratamento, outros não acreditam em sua eficácia. Qual a razão disso?

Por que existe tanta controvérsia no meio médico em relação a este tratamento?

Tenho FAN (Fator de Pesquisa Antinuclear) positivo. Desejo saber se devo tomar alguma vacina. Fiz diversos exames de sangue e Raio-x e não acusou reumatismo.

Quando iniciou a Terapia com Linfócitos?

O que é a imunoterapia com linfócitos?

Qual a diferença entre a gestação normal, abortamento de repetição e infertilidade?

Por que Aloimune?

O que é Imunologia da Reprodução?

Porque os espermatozóides podem morrer ainda na vagina?

O que é imunoterapia com linfócitos?

Quando e por que esse tratamento começou a ser desenvolvido? Quem são os responsáveis pelo estudo?

O que os levou a perceber que a compatibilidade sanguínea entre o casal poderia dificultar ou impedira gravidez?

Quando o tratamento é indicado? Isto é, quando o casal deve procurá-lo? No Ceará, onde pode ser feito?

Essa investigação é recomendada para mulheres que nunca engravidaram ou tiveram aborto?

Quais os tipos de exames que detectam o problema?

Como a vacina é feita? Como ela age no organismo?

vacina com linfócitos pode ser produzida com sangue colhido há mais de 24 horas? De que forma esse tempo influi na eficácia do tratamento?

Há efeitos colaterais?

Quanto tempo dura a imunização do casal? Isso depende de quê?

Com a imunização, quais as chances de a gravidez evoluir normalmente?

Há alguma influência do tratamento sobre as características do embrião?

 
Irmão gêmeo é clone?

Podemos dizer que os gêmeos univitelinos são clones feitos pela natureza. Nesse caso, um conjunto de células que deveria resultar numa pessoa só acaba se partindo em dois. Cada metade tem a mesma informação genética e dá origem a um indivíduo idêntico.

 
Por que pouquíssimos profissionais no Brasil realizam o tratamento com as vacinas - Imunização com Linfócitos?

Podemos dizer que os gêmeos univitelinos são clones feitos pela natureza. Nesse caso, um conjunto de células que deveria resultar numa pessoa só acaba se partindo em dois. Cada metade tem a mesma informação genética e dá origem a um indivíduo idêntico.

 
Existem pesquisas científicas atestando a validade do tratamento? Ou por enquanto os únicos dados existentes se baseiam na observação das pacientes?

Hoje seria, eticamente, difícil de se propor um novo estudo randomizado duplo cego para a terapia imunológica uma vez que há um cem número de centros pelo mundo que realizam a imunoterapia como forma de tratamento reconhecido. A pergunta é qual a mulher (

 
Alguns profissionais desconhecem o tratamento, outros não acreditam em sua eficácia. Qual a razão disso?

Em 1999 um grupo de médicos americanos publicou um estudo duplo cego que não confirmou os achados publicados em 84. Por questões políticas, o grupo que publicou esse artigo, omitiu o nome do Dr. Beer como um dos investigadores desse trabalho, o que gerou

 
Por que existe tanta controvérsia no meio médico em relação a este tratamento?

A imunoterapia tem base científica bem estabelecida. Nas décadas de 70 e 80, pesquisadores do mundo inteiro estavam interessados na interação materno-fetal. Dentre eles, destacaram-se Beer & Bilingham, este último Nobel na medicina por seus serviços. Esse

 
Tenho FAN (Fator de Pesquisa Antinuclear) positivo. Desejo saber se devo tomar alguma vacina. Fiz diversos exames de sangue e Raio-x e não acusou reumatismo.

Se você teve abortos anteriores deve receber uma dose baixa de corticóides antes e durante a gravidez. Esse anticorpo em baixos níveis não indica doença reumática, mas podem interferir com a implantação e com o desenvolvimento placentário. Eles podem ter

 
Quando iniciou a Terapia com Linfócitos?

Foi desenvolvida pelo Prof. Dr. Alan Beer da Finch University of Health Sciences/The Chicago Medical School , em 1987. Atualmente, a imunoterapia com linfócitos é utilizada em países como EUA, Inglaterra, México, Chile, Argentina, Dinamarca, China, Índia,

 
Quando iniciou a Terapia com Linfócitos?

A imunoterapia tem como finalidade a produção dos anticorpos bloqueadores, transformando a resposta imunológica da gestação inadequada (Th1) em normal (Th2). Essa transformação diminui a atividade das células NK, mantendo a gestação até o final. A imunote

 
Qual a diferença entre a gestação normal, abortamento de repetição e infertilidade?

Placenta e o embrião expressam informações de origem paterna (50%) e materna (50%), conhecidos como antígenos de superfície (HLA). Na gestação normal, ao reconhecer as informações de origem paterna, a gestante produz anticorpos bloqueadores, diminuindo a

 
Por que Aloimune?

Aloimune é uma abreviatura de aloimunidade (imunidade a outro indivíduo), diferente de autoimunidade (imunidade a si próprio).

 
O que é Imunologia da Reprodução?

A Imunologia da Reprodução é uma nova especialidade médica na área da Reprodução Humana que busca auxiliar casais com perdas gestacionais repetidas ou falhas em ciclos de fertilização in vitro (FIV).

 
Porque os espermatozóides podem morrer ainda na vagina?

Os espermatozóides morrem na vagina, principalmente, devido a uma elevação na acidez ou causa imunológica, mas em alguns casos eles já chegam mortos. Um espermograma é capaz de identificar essa alteração, previamente a chegada do espermatozóide na vagina.

 
O que é imunoterapia com linfócitos?

A imunoterapia com linfócitos é um tratamento imunológico indicado para casais com abortos recorrentes e com falhas de implantação embrionária em ciclos de fertilização in vitro. O objetivo do tratamento é fornecer um ambiente uterino adequado, do ponto de vista imunológico, para um bom desenvolvimento da gestação.

 
Quando e por que esse tratamento começou a ser desenvolvido? Quem são os responsáveis pelo estudo?

O maior desafio para os estudiosos em reprodução humana é saber por que o embrião não é rejeitado pelas células de defesa da mãe. O embrião, formado a partir da união do óvulo com o espermatozóide, é um “corpo estranho” que se desenvolve no útero materno.

Nossas células de defesa são programadas para rejeitar tudo que é estranho ao nosso organismo. Porém, durante uma gravidez normal, a mãe desenvolve uma resposta que evita que o embrião seja destruído.

Na década de 1970, estudiosos observaram que nos casais com semelhança genética, a mãe não consegue desenvolver uma resposta protetora, interpreta o embrião como algo estranho, e em seguida o rejeita, repetidas vezes.

No final da década de 1970, Dr. Alan Beer, idealizador da imunoterapia com linfócitos, nos Estados Unidos, observou que nesses casais, quando a mulher recebe concentrações de linfócitos do parceiro, a resposta protetora é restabelecida, apresentando gestações normais após o tratamento.

Em 1985, Mowbray publicou o primeiro estudo com ótimos resultados da imunoterapia com linfócitos em casais com aborto recorrente. No Brasil, a terapia vem sendo utilizada desde a década de 1990. Atualmente, o Núcleo de Imunologia da Reprodução Humana (NIDARH) reúne os principais especialistas da área no Brasil, nas principais capitais, desenvolvendo o tratamento de acordo com um protocolo estabelecido.

A imunoterapia com linfócitos é realizada em vários países no mundo.

 
O que os levou a perceber que a compatibilidade sanguínea entre o casal poderia dificultar ou impedira gravidez?

Existem populações no mundo que são isoladas, bastante fechadas, havendo um maior número de casamentos entre indivíduos de uma mesma origem familiar, e com um alto grau de semelhança. Observou-se que nessas populações havia uma maior incidência de casais com aborto recorrente. Baseados nessas populações, os estudos revelaram que casais com compatibilidade de HLA apresentam abortos repetidas vezes.

Em 1966, Clarke e Kirby comprovaram que a diferença entre a mãe e o embrião era fundamental para um adequado processo de implantação. Quando um embrião é muito semelhante à mãe, o sistema de defesa materno interpreta que são células próprias se dividindo rapidamente e tenta evitar.

 
Quando o tratamento é indicado? Isto é, quando o casal deve procurá-lo? No Ceará, onde pode ser feito?

Existem inúmeros fatores responsáveis por abortos recorrentes e por falhas de implantação embrionária, sendo o fator aloimune apenas um desses. A avaliação desses casais deve ser completa, pois é freqüente a associação de fatores.

A indicação precisa do tratamento é para os casais com dois ou mais abortos e que seja observada essa compatibilidade sanguínea. Mulheres com história de doença autoimune também devem ser submetidas à investigação.

O Núcleo de Imunologia da Reprodução Humana (NIDARH) possui profissionais nas principais capitais brasileiras, inclusive em Fortaleza, que estão capacitados em avaliar esses casais e se necessário realizar a imunoterapia.

 
Essa investigação é recomendada para mulheres que nunca engravidaram ou tiveram aborto?

Recentemente, alguns estudiosos no Canadá, Alemanha, Japão, Argentina e aqui no Brasil estão realizado a investigação e tratamento imunológico em casais inférteis e com falhas de implantação em ciclos de fertilização in vitro (bebê de proveta), acreditando existir uma interferência desse fator. Porém, o tema ainda é muito controverso e merece mais estudos.

 
Quais os tipos de exames que detectam o problema?
 
Como a vacina é feita? Como ela age no organismo?

A vacina é composta por linfócitos, preparada a partir do sangue do parceiro e aplicada por via intradérmica na mulher. O mecanismo de ação principal é o estímulo à produção de anticorpos antilinfócitos e de outros fatores que promovem uma resposta adequada no processo de implantação embrionária.

 
A vacina com linfócitos pode ser produzida com sangue colhido há mais de 24 horas? De que forma esse tempo influi na eficácia do tratamento?

A imunoterapia com linfócitos ainda é alvo de muitas críticas quanto a sua eficácia, devido à existência de algumas publicações que não a recomenda. Porém, nessas publicações foram observadas falhas metodológicas na investigação e manejo dos casais envolvidos.

Para que possa haver bons resultados é necessário que sejam seguidos alguns critérios rígidos na investigação do casal, no preparo da vacina e no seguimento do tratamento.

Casais com aborto recorrente precisam investigar todas as possíveis causas e não somente o fator imunológico. Existem vários outros fatores responsáveis por perdas recorrentes: genéticos, hormonais, infecciosos, anatômicos, ambientais e hematológicos.

Nos casais submetidos à imunoterapia com linfócitos, a mulher deve receber quantidades mínimas de linfócitos por dose, e o intervalo entre a coleta, o preparo e a aplicação deve ser o menor possível, pois o efeito estimulador dos linfócitos é muito fugaz. Estudos que trataram os casais com vacinas preparadas com menos de 80 milhões de linfócitos por dose e com sangue estocado por mais de 12 horas não obtiveram bons resultados.

 
Há efeitos colaterais?

A principal preocupação do tratamento é com a transmissão de doenças infecciosas a partir do sangue do parceiro. É realizado um controle sorológico rígido antes do preparo das imunizações. Existem ainda outros efeitos colaterais, passageiros, que podem aparecer no local das imunizações (calor, vermelhidão, endurecimento).

 
Quanto tempo dura a imunização do casal? Isso depende de quê?

O objetivo do tratamento é deixar a prova cruzada positiva antes de liberar o casal para uma nova gestação.

A imunoterapia consiste em imunizações intradérmicas preparada a partir de sangue do parceiro e administrada, inicialmente, em 2 ocasiões com intervalo de 4 a 6 semanas. Após 1 mês da segunda imunização, a paciente realiza um novo teste para detectar a presença de anticorpos antilinfócitos. Aproximadamente 85% das pacientes respondem ao tratamento inicial de forma plena, sendo liberada para engravidar. Os 15% restantes respondem parcialmente ou não respondem a terapia inicial, sendo necessário reavaliar cada caso.

Pacientes com teste pós-imunização positivo devem realizar imunizações de reforço a cada três meses, caso não engravide, para manter níveis elevados de proteção. Dados revelam que cerca de 60% das pacientes engravidam nos primeiros 3 meses. No período gestacional é recomendada imunização mensal durante os primeiros quatro meses da gravidez.

 
Com a imunização, quais as chances de a gravidez evoluir normalmente?

Os resultados da literatura nacional e internacional mostram que em média 85% dos casais evoluem com uma gravidez normal após o tratamento. Mulheres que possuem algum outro fator associado, principalmente um fator anatômico e autoimune, podem apresentar uma diminuição dessas taxas.

Os casais que, mesmo na vigência do tratamento ainda, apresentam uma perda gravídica devem realizar uma investigação genética do produto do aborto, pois podem ocorrer alterações genéticas esporádicas que justifiquem esse desfecho.

 
Há alguma influência do tratamento sobre as características do embrião?

O tratamento não interfere o desenvolvimento normal do embrião. Milhares de crianças no Brasil e centenas no Ceará já nasceram devido ao tratamento imune, sem nenhuma complicação.

Pacientes com aborto recorrente, geralmente, não possuem dificuldade em engravidar. Em muitos casos, a utilização de técnicas de reprodução assistida (bebê de proveta) para tratamento desses casais são desnecessárias e podem evoluir com novas perdas.

Infelizmente a imunoterapia com linfócitos ainda é pouco conhecida pelos profissionais e pacientes, o que dificulta o acesso e faz com que muitas mulheres continuem abortando e agravando sua situação.